segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cirurgia de lipoaspiração?




Herbert Vianna

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem.
Religião é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.

Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da * bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza.
Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.

Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural.
Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto.
Que alguém acorde.
Que o mundo mude.
Que eu me acalme.
Que o amor sobreviva.

" Cuide bem do seu amor, seja ele quem for "

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O Paradoxo do Nosso Tempo

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.

Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros
acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!

Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

George Carlin

domingo, 2 de novembro de 2008

O desafio de pautar na comunicação as razões de viver da juventude brasileira


De um modo geral, há três formas como os jovens são abordados nos veículos de comunicação no Brasil: a) O jovem como problema, freqüentemente representado nos editoriais e colunas policiais. São inúmeras as notícias diárias que vemos nos telejornais e jornais brasileiros que colocam os jovens como “deliqüentes”, como promotores da “desordem social”, de “distúrbios” e “violentos”, etc; b) o jovem classe média, retratado nas telenovelas e, sobretudo, na novela teen “Malhação”; este idealizado e pasteurizado pelo discurso da ficção; c) O jovem retratado na publicidade como símbolo de beleza, de onde vários ramos do capitalismo – indústria da moda, academias, eletroeletrônicos - sugam os valores para gerar, na sociedade como um todo, necessidades supérfluas e uma busca desenfreada por este ideário de juventude eterna.

Se olharmos para os indicadores sociais do Brasil, principalmente os que colocam os jovens como as maiores vítimas do desemprego e da perversa distribuição de renda, há, do ponto de vista econômico, uma contradição profunda que tem gerado uma patologia social. Ao mesmo tempo que esta sociedade, por seus meios de comunicação, estimula ininterruptamente a busca do consumo que se constrói em cima do ideal de eterna juventude, ela nega aos jovens e às pessoas a possibilidade de realizar este desejo. Os jovens empobrecidos não podem consumir os produtos veiculados na publicidade e, em razão disso, são excluídos de determinados grupos sociais que se identificam a partir de determinados estilos de consumo e forma de se vestir.

Mas a questão do consumo é apenas uma das facetas da forma como está organizada a sociedade brasileira que precisa ser revista. O que se coloca, com a discussão que o Dia Nacional da Juventude 2008 quer promover: Juventude e Comunicação, é como a “idéia” de juventude brasileira é construída na esfera da comunicação, o que, segundo o filósofo francês Pierre Bourdier, é denominado de um campo simbólico. Podemos afirmar que, em razão disto, a visão que a sociedade vai construindo sobre a juventude é, em grande medida, modulada pela forma como a juventude é representada na TV, nos jornais, no rádio e na Internet.

Por quê a Pastoral da Juventude do Brasil elege o lema: “queremos pautar as razões do nosso viver”? Me atrevo a refletir que é exatamente porque a PJB tem a percepção de que a juventude retratada nos meios de comunicação social, sobretudo num país tão diverso como o nosso, no qual alguns pesquisadores até já cunharam o termo “juventudes”, não corresponde à juventude concreta e real, do mundo da vida. Sobretudo dos jovens empobrecidos e excluídos.

Por que as diferentes iniciativas que a juventude brasileira desenvolve pelo Brasil que são portadoras de novos valores e boas notícias não encontram eco nos meios de comunicação brasileiro. Por quê as razões deste viver são distorcidas e significadas contraditoriamente nas páginas dos jornais, nas telenovelas e Internet? Há um debate, que se insere no campo ideológico, que nos diz sobre os interesses de quem detém o poder da comunicação no Brasil. Em nosso país, atualmente, apenas 12 grupos familiares dominam mais de 90% de tudo que a população consome em termos de comunicação.

A quem interessa, por exemplo, retratar o jovem como violento? Qual a relação disto com a redução da idade penal? Estas são questões para as quais a Pastoral da Juventude do Brasil e todos os grupos que se preocupam com os jovens precisam olhar com carinho.

Esta reflexão está intimamente ligada aos debates de que há pelo menos um século se ocupa a teoria da comunicação, o debate em torno do “poder” que têm os veículos de comunicação. Por muito tempo foi hegemônica a idéia da mídia poderosa e onipontente, como definidora da realidade, da agenda e de comportamentos, o que ficou conhecido como Sociologia dos Emissores. Este paradigma marcou os primeiros estudos em comunicação e seus efeitos sobre os indivíduos.

A idéia de que os meios de comunicação social não são os únicos agentes modeladores e transformadores do conhecimento social e referência simbólica da sociedade começou a ser relativizada na década de 70. Isso abriu espaço, por exemplo, para os Estudos Culturais e os Estudos de Recepção, mudando o eixo de reflexões do “emissor” para o “receptor”.Há no campo da teoria comunicação a “Teoria Construcionismo” que introduz um novo paradigma na pesquisa sobre o jornalismo com a noção de que a notícia é resultado de um processo de construção social, resultante de um processo de interações pessoais, sociais, culturais e ideológicos.

Nesta perspectiva, insere-se a teoria dos “definidores primários e secundários” que advoga que a mídia e os jornalistas não são freqüentemente os definidores primários, mas a sua relação estrutural com o poder tem o efeito de os fazer representar não um papel crucial, mas secundário, ao reproduzir as definições daqueles que têm acesso privilegiado às informações. O poder dos jornalistas é relativizado com a idéia de que não criam autonomamente as notícias, mas dependem de assuntos específicos fornecidos por fontes institucionais e credíveis.

A Teoria do Agendamento, mesmo após o balanço de 25 anos de seu surgimento, aponta que a agenda jornalística ficou “imune” às mudanças da agenda pública. Investigações novas sobre agendamento sugerem que os meios não só dizem sobre o que é que se deve pensar, como também dizem como pensar sobre isso.

Os estudos recentes afirmam que, tanto a seleção das ocorrências e/ou das questões que constituirão a agenda, como a seleção de enquadramentos para interpretar essas ocorrências e/ou questões, são poderes importantes que a Teoria do Agendamento agora identifica depois de mais de 20 anos de existência. A inversão do paradigma está na redescoberta do poder do jornalismo e no retorno da idéia da mídia poderosa e onipontente.

Para pautar as razões de seu viver é necessário que a juventude se organize e estabeleça uma relação diferenciada com os produtores de comunicação do país (jornalistas, roteiristas, editores) na linha de não apenas dar visibilidade e divulgar suas inúmeras experiências, mas também de ajudar a mudar a visão de mundo que estes têm sobre a aqueles. Em muitos casos, os jornalistas retratam a juventude erroneamente por pura falta de conhecimento e formação.

É o caso, por exemplo, de usar o termo “menor” em vez de “adolescentes”. Foi necessário, que por muito tempo, a Agência Nacional de Notícias dos Direitos da Infância (Andi) desenvolvesse um processo de formação dos jornalistas para que compreendessem que o termo “menor” era um termo ligado a uma doutrina conservadora e ultrapassada, expressa no Código do Menor, do tempo da Ditadura, superado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Estudos recentes apontam as fontes como promotoras de acontecimentos e afirmam que elas desenvolveram um aprendizado que as tiraram da condição passiva para uma relação pró-ativa na produção de informações e na relação com os jornalistas. Como defende a autora Noelle Neumann, as fontes têm papel decisivo na canalização das notícias e podem operar, na verdade, uma pré-canalização não só temática mas de enfoque dos temas. Pode-se afirmar que as fontes, quando se organizam e têm um certo grau de institucionalidade sobre os assuntos, conseguem dar visibilidade a temas deconhecidos no reduzido espectro de temas abordados no jornalismo impresso.

Determinados temas, apesar de serem considerados de interesse público, só alcançarão às páginas dos jornais em razão da ação estratégica de grupos sociais. Quando organizadas e competentes, as fontes é que dão as regras do jogo, oferecendo aos jornalistas dados e informações que, julgam, são mais adequados para construir as matérias. É isso que a juventude também tem que aprender em relação à mídia: sair de uma postura passiva para uma postura pró-ativa. Isso exige:

# Pensar ação estratégica nacional e descentralizada por meio de planos de ação locais encabeçados por ONGs e apoio de parcerias;
# Atuar junto e organizar a experiência e legitimidade de órgãos que já institucionalizaram o tema da juventude no Brasil;
# Ação ramificada e capilarizada em uma rede temática de juventude;
# Atuação junto aos produtores de comunicação e jornalistas, sobretudo àqueles que cobrem a pauta do juventude nos veículos;
# Construção de agendas de ação locais e nacional para manter o tema permanentemente na agenda jornalística;
# Produção de conhecimento: pesquisas quali-quantitativas, pautas, guias de fontes, clipping, etc;
# Seminários de capacitação e oficinas de Análise da Cobertura com diferentes atores: jornalistas, lideranças sociais, jovens, órgãos governamentais e não governamentais

Ao mesmo tempo, é necessário integrar e fortalecer as lutas dos coletivos que trabalham para “uma que outra comunicação” aconteça no Brasil. São eles:

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social - www.intervozes.org.br - Trabalha a comunicação com um direito; organiza o “Observatório do direito à comunicação”, que pode ser acessado em: www.direitoacomunicação.org.br.

Fórum Nacional pela Democatrização das Comunicações – www.fndc.org.br Fórum congrega entidades da sociedade civil para enfrentar os problemas da área das comunicações no País.

Fóruns de Mídia Livre - Centenas de comunicadores alternativos, ativistas midiáticos, professores e estudantes de vários estados brasileiros reuniram-se no Rio de Janeiro, no fim de semana dos dias 14 e 15 de junho, para a realização do 1º Fórum Mídia Livre.

Mídia Independente - O CMI Brasil é uma rede de produtores independentes de mídia que busca oferecer ao público informação alternativa e crítica de qualidade que contribua para a construção de uma sociedade livre, igualitária e que respeite o meio ambiente. www.midiaindependente.org.br.

Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária - www.abraconacional.hpg.ig.com.br - A ABRAÇO trabalha na democratização e na luta pelas rádios comunitárias do Brasil.

Outras iniciativas: Brasil de Fato, Caros Amigos, Le Monde Diplomatique Brasileiro, Viração, entre outras e inúmeras iniciativas populares...

Um campo fértil de trabalho onde a Pastoral da Juventude e seus grupos podem atuar é no campo da educação para leitura e recepção crítica dos meios de comunicação social, propondo estudos e aprofundamentos sobre quem domina a comunicação no Brasil; como funciona a produção de conteúdos; que mensagens, valores e ideologia veiculam em seus produtos; como abordam os grupos sociais marginalizados em novelas e publicidade: negros, mulheres, gays, pobres, periferias...; como é a construção das notícias; como fazer a recepção crítica destes conteúdos.

A juventude, como Dom Hélder, um dos grandes inspiradores do DNJ deste ano, tem mil razões para viver. Mas não pode deixar, de maneira alguma, que toda essa potencialidade seja reduzida, banalizada e distorcida ideologicamente pelos poucos grupos que detém o poder da comunicação no Brasil.

Willian Bonfim
Foi militante da Pastoral da Juventude, no Centro-Oeste, de 1989 a 2000, assessor da Área de Metodologia e setor de pesquisa da Casa da Juventude Pe. Burnier. É formado em jornalismo (UFG) e mestre em comunicação social (UNB). Atualmente é assessor do Setor de Mobilização Social da Presidência da República

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Formação Integral - as 5 dimensões

Tendo em vista o encontro de Formação que tivemos dia 24 de agosto, na Paróquia de NS da Glória, resolvemos postar aqui uma resumida definição das 5 dimensões da Formação Integral do Jovem:

O grande diferencial da Pastoral da Juventude é a formação integral do jovem. É importante saber que fazemos parte de uma pastoral organizada e que trabalha com uma concepção que proporciona a continuidade e a conscientização da caminhada. Ela procura enteder o ser humano em sua totalidade. A nova mentalidade constrói uma Igreja Renovada e a Civilização do Amor.
Ela abrange cinco dimensões do ser humano. Essas dimensões podem ser vistas como diferentes relações que o(a) jovem tem com:

1)Personalização - Trata-se do conhecer a si mesmo. Assim como a personalidade não é algo estático, depende de fatores biológicos, temperamentais, de caráter e do próprio ambiente em que a pessoa vive.Nessa dimensão, o(a) jovem precisa acolher a própria vida. Procura conhecer-se, aceitar-se, assumir a si próprio, como também tentar desenvolver suas aptidões e qualidades, seus sentimentos e interesses em relação aos outros. É a busca de uma constante resposta existencial: "Quem sou eu?"

2)Integração - É outro passo importante no processo de formação do indivíduo integral. O relacionamento é algo fundamental para o ser humano, em especial para o(a) jovem. Ele(a) sempre entra em grupos, precisa deles para sentir-se gente, importante, útil. Quando trabalhamos com pessoas é sempre bom lembrar que elas são mais importantes que as normas, objetos e coisas.No grupo é oferecido um espaço para se ir descobrindo, de modo concreto e vivencial, a necessidade de realizar-se como pessoa na relação com o outro. Essa relação gera crescimento, exercita a crítica e a autocrítica como meio de superar-se pessoalmente e colaborar no crescimento dos demais.

3)Teológica Teologal - Que conteúdo passamos? Em que Deus acreditamos? Qual nosso relacionamento com ele? Qual a nossa espiritualidade? Essas são questões contempladas em nossa relação com Deus. Já foi apresentado algo dentro das motivações da PJ: qual é a proposta de Jesus, qual é a Igreja que queremos, quem é o Espírito Santo que nos anima, o novo homem e a nova mulher com os quais sonhamos e qual é a PJ que desejamos construir.Essa dimensão mística deve colaborar para que o jovem cresça em sua fé. Ajudá-lo a ter presente consigo o agir de Deus em sua história, em sua vocação mais profunda de ser filho(a) e irmão(ã), da descoberta de Jesus e da opção em segui-lo; a possuir o discernimento da ação do Espírito nos sinais dos tempos de sua história pessoal, grupal, eclesial e social e do compromisso radical de viver os valores do Evangelho. Aí o(a) jovem descobre a comunidade como lugar para alimentar e celebrar a vida na fé.

4)Concientização Política - A terceira dimensão da formação integral é a dimensão política. Ela permeia todos os nossos relacionamentos e ajuda a nos organizarmos como grupo. Muito pouco se consegue agindo sozinho. Precisamos do grupo para atingir nossos objetivos e muitas vezes as opiniões não batem. Por isso, tomamos partido daquelas que consideramos melhores.No campo social, a atuação do jovem não é pequena: ONG's, sindicatos, associações de bairro, partidos políticos, lideranças nas comunidades, grêmios estudantis, União dos Estudantes.

5)Capacitação Técnica - Existe ainda a relação com a ação que chamamos de capacitação técnica. A ela cabe a preparação metodológica para o planejamento, o desenvolvimento e a avaliação da ação transformadora, para o exercício da liderança e coordenação democrática nos grupos, organizações e também junto às massas. Trata-se de ser profissional, realizando a missão com eficácia.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Brasil é o 3º país mais religioso entre os jovens, diz pesquisa

Um levantamento realizado em 21 países constatou que o Brasil possui a terceira população jovem mais religiosa do mundo. Segundo pesquisa do instituto alemão Bertelsmann Stiftung, 65% dos jovens brasileiros são considerados "profundamente religiosos".


Empatado com a Indonésia e o Marrocos --países de maioria muçulmana--, o Brasil fica atrás apenas da Nigéria e da Guatemala, primeiro e segundo lugar, respectivamente. Um total de 21 mil jovens entre 18 a 29 anos participaram da pesquisa alemã.

Em âmbito global, mais de quatro entre cada cinco jovens (85%) são religiosos, e quase metade (44%) são profundamente religiosos.

Apenas 13% não acreditam em deus ou não têm religião, de acordo com a sondagem.

No Brasil, 65% dos jovens se declaram profundamente religiosos, 30% se dizem religiosos e 4% afirmam não ter religião. Apesar de 74% dos brasileiros declararem que rezam diariamente, somente 35% disseram viver de acordo com os preceitos religiosos.

Fonte : http://www1.folha.uol.com.br/

domingo, 20 de julho de 2008

XIV ROMARIA DA JUVENTUDE DO REGINAL SUL 1

É com muita alegria que a Pastoral da Juventude do Regional Sul 1, estará realizando sua XIV Romaria da Juventude e este ano temos a alegria de estar juntos com a CPT (Comissão Pastoral da Terra), que realiza sua X Romaria da Terra e das Águas.

Nossa Romaria se realizará no dia 03 de Agosto de 2008, na Região Episcopal Brasilândia (Sub-Região SP1), nosso destino é a Comuna Irmã Alberta onde acontecerá nosso grande ato de comunhão com todos os romeiros e romeiras.

O tema deste ano é: "Trabalhadores e Trabalhadoras! Pela Vida, Terra Livre, Água de Todos e Povo Soberano!"

Nossa Romaria terá inicio com uma grande concentração as 7h, no Centro Pastoral Santa Fé, onde seremos acolhidos com um café da manhã preparado pelos amigos e amigas da Região Brasilândia, onde também receberemos a acolhida de Dom Simão Bispo da Região e ainda neste espaço daremos inicio ao nosso primeiro momento de mística.

Acesse o link do Santa Fé: http://www.pastoralsantafe.com.br/contato/contato.htm

Juntos caminharemos pela Anhanguera até a Comuna Irmã Alberta em um percurso de 2 horas, animados pela Banda JEPEC e na chegada a Comuna recepcionados pela Banda Minas do Rio Verde.

E como nosso Gesto Concreto pensando e cuidando do Meio Ambiente todos deveremos ter uma caneca, para que possamos beber água e tomar café, para evitarmos o uso de copo descartável.

Também é muito importante que todos identifiquem seus ônibus com um simples cartaz com nome da Diocese e o Símbolo da PJ.

Se você deseja adquirir a camiseta da Romaria e uma caneca personalizada da PJ é só entrar em contato com:

Cooperativa A Cor da Juventude

Juliano Borba

E-mail: julianoborbapj@yahoo.com.br

Tel.: (11) 9953-8021

Maikon Vasconcelos

E-mail: maikonline6@hotmail.com

Tel.: (11) 9486-9354

Como em todos os anos pedimos uma Contribuição no valo de R$ 2,00 por pessoa para que possamos pagar os gastos com a Romaria, pedimos que seja incluso na passagem, na chegada ao Santa Fé teremos uma equipe responsável por recepcioná-los e por receber esta contribuição.

Em breve estaremos repassando todos os materiais e detalhes da Romaria, mas pedimos que já nos ajudem nesta divulgação.

Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=17225710

AS COMUNAS DA TERRA

A partir da luta pela Reforma Agrária no Estado de São Paulo, que se insere a proposta de COMUNA DA TERRA, outro tipo de assentamentos da Reforma Agrária, que vão para além da lógica do capital.

Tem com princípios básicos a busca de uma outra sociabilidade: A organização da Comunidade, em núcleos de famílias com infra-estrutura básica e com espaços sociais, que garantam educação, saúde e cultura; a concessão de uso coletivo da terra, garantindo que a terra cumpra sua função social, gerando trabalho e renda para a comunidade; a agroecologia como nova matriz de produção, forma de vida e outra relação homem/mulher – natureza; a cooperação e solidariedade em vários aspectos, vista não somente como trabalho coletivo, mas a forma de viver e se relacionar; o funcionamento da agroindústria e o beneficiamento da produção.

As COMUNAS DA TERRA são espaços próximos aos centros urbanos, que buscam superar esta fragmentação campo/cidade, ao mesmo tempo combatem a lógica de expansão do agronegócio e constroem outra alternativa para as periferias. São espaços que têm como centro a luta política, e, a partir de experiências concretas, buscam outras formas de organização social.

A proposta da Comuna da Terra pressupõe o desenvolvimento econômico, social e ambiental a partir de cinco fundamentos que regem a organização da comunidade.

  1. Organização em núcleos de famílias com infra-estrutura básica e espaços sociais que garantam educação, saúde e cultura;
  2. Cooperação e solidariedade em todos os aspectos;
  3. Matriz de produção agroecológico de alimentos;
  4. Utilização coletiva da Terra;
  5. O funcionamento de agroindústria e o beneficiamento da produção.

As COMUNAS querem alertar a sociedade e ao poder público para a necessidade de criação de unidades de geração de trabalho e renda nas periferias dos grandes centros urbanos a partir da produção de alimentos saudáveis com respeito ao meio ambiente em alternativa ao crescimento desordenado e à especulação imobiliária.

COMUNAS DA TERRA IRMÃ ALBERTA

A Comuna da Terra Irmã Alberta, faz parte da Regional grande São Paulo do MST e fica dentro do município de São Paulo, no Distrito Anhanguera.

É composto por quarenta famílias organizadas em quatro núcleos de base.

São seis anos de luta, se organizando em comunidade, produzindo alimentos e relações que cultivem a vida. A ocupação foi feita no dia 20 de julho de 2002. Apesar das tentativas de reintegração de posse movida pela proprietária Sabesp, as famílias nunca sofreram nenhum despejo na área, e seguem fazendo o enfrentamento para que a área se concretize enquanto parte de um Programa de Reforma Agrária, com todos os direitos que os trabalhadores assentados têm.

Neste período de construção da Comuna da Terra Irmã Alberta, as famílias vem consolidando a proposta da Comuna da Terra, através de organização, luta e enfrentamento. Isto vem se dando de diferentes formas. Desde o início construindo uma outra relação com a terra, um espaço onde antes o que mais se via era abandono e lixo, hoje produz alimentos para a população e se tornou em um espaço de celebração e conquistas, marcando as colheitas, o debate político e firmando o espaço enquanto um assentamento feito "por conta", ou seja, onde as próprias famílias constroem seus espaços de moradia, de produção, área social e as áreas de reserva; tendo o ecumenismo como linha política, aberto às diferentes igrejas e seguindo a linha da teologia da libertação.

Apesar de não haver acesso aos créditos governamentais para a reforma agrária, as famílias produzem alimentos para auto consumo e em alguns casos, para o mercado local. Atualmente são cultivados frutas, verduras, legumes, mandioca, milho verde e ervas medicinais, a criação de pequenos animais, no sistema de produção agroecológico.

Atualmente estamos em luta para que a área se consolide enquanto assentamento reconhecido de Reforma Agrária. A área pertence a Sabesp, que vem enrolando durante todo este período.

Por fim apresentamos Maria mãe peregrina como figura, marcante na caminhada dos romeiros e romeiras, a ela rogamos para que nossos passos rumo a Comuna Irmã Alberta, nos revele o Cristo Libertador, a exemplo dos discípulos missionários de Jesus saímos de nossas casas cheios de esperança (Do. Aparecida, 2007 – 21), tendo a certeza de que nosso batismo nos impulsiona a construção de uma realidade mais justa.

Colocamos-nos a disposição para esclarecer qualquer dúvida e orientar para que todos possam participar ativamente neste processo histórico de nossa caminhada....

Roberta (Repr. Nacional – Tel.: 19-9141-1485 / E-mail: robertaads@yahoo.com.br)

Robson (CRPJ – Tel.: 11-8293-4198 / E-mail: robsonpjvv@yahoo.com.br)

Márcia (Sub-Campinas – 19-8199-1127 / E-mail: jarcripj@yahoo.com.br)

Aliane (Sub-Campinas - Tel.: 19 – 9638-7675 / alianemorato@hotmail.com)

Rafael (Sub – SP2 – Tel.: 11-7661-1468 / E-mail: rafaelrafael13@gmail.com)

Matheus (Sub – Aparecida – E-mail: matheus_marcondes@yahoo.com.br)

Marcela (Sub – Aparecida – E-mail: marcelapj0508@hotmail.com)

Christian (Sub – RP1 – E-mail: titicajuru@ig.com.br)

Andresa (Sub – SP1 – E-mail: andresafg@ig.com.br)

Comunidade da Romaria no Orkut: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=17225710

domingo, 13 de janeiro de 2008

Jornada da Juventude do Brasil com o Papa

Acontecerá no dia 01 de março de 2008, no Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida, Jornada da Juventude do Brasil, culminando com encontro com o Papa, via satélite.

A Jornada iniciar-se-á pela manhã com várias atividades. Às 14:00hs., estaremos coligados, via satélite, ao vivo, com o Papa Bento XVI e os demais países convidados da Europa e Américas.


Este encontro trata-se da VI Convenção Européia dos Estudantes Universitários. Nosso Papa estará na Sala Paulo VI, em Roma, com os jovens universitários. Nós, Aparecida (Brasil), Nova York (EUA), La Havana (Cuba), Cidade do México (México), Loja (Equador), Avinhão (França), Edimburgo (Reino Unido), Minsk (Bielorússia), Bucarest (România), Nápoli (Itália) e Toledo (Espanha), estaremos coligados simultaneamente, via satélite, participando deste grandioso evento em nossa Igreja.


O tema será: Europa e Américas juntas, pela construção da Civilização do Amor. É o desejo do Papa de falar aos jovens e, em especial, aos jovens universitários, de sua missão de construirmos juntos a civilização do amor.


Este momento com o Papa durará cerca de 02 horas. Mas, no intuito de aproveitarmos este momento, com os jovens de todo o Brasil, a Equipe Organizadora promoverá outras atividades paralelas, para fazer deste dia um grande momento com a juventude.


Portanto, no dia 01 de março de 2008, às 10:00hs., estaremos concentrados no Santuário, em Aparecida, com término previsto às 17:30hs.


Convocamos toda a juventude para participar conosco deste grandioso evento com o Papa. Não deixe de participar. Organizem-se em sua Paróquia, Faculdades, Escolas, Grupos de Jovens. Contamos com sua colaboração em divulgar este evento e incentivo da participação da juventude de sua Paróquia.

O Papa espera por nós para juntos, construirmos a civilização do amor.

Obs.: Maiores informações, entrar em contato com:
Pe. Marcelo Motta - Paróquia Senhor Bom Jesus de Potim
Fone: 3112 1154 Cel.: 97786493